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Bothub: Saiba como começou o primeiro hub colaborativo de NLP

Mulher usando o Bothub em seu notebook

Trabalhando com chatbots por tanto tempo, percebemos um problema comum: chatbots nem sempre conseguem entender o que os usuários desejam. Por isso, nos motivamos a criar uma plataforma inteligente, capaz de entender vários idiomas e democratizar seu uso, o Bothub.

Foi assim que o Fundo de Inovação da UNICEF nos selecionou para financiar não apenas um software, mas um novo conceito de Inteligência Artificial Multilingual. Começamos há seis meses e, finalmente, o que já havíamos prototipado tomou forma.

Tudo tem sido feito com muito entusiasmo, pois estamos dando os primeiros passos de um projeto grandioso que pode revolucionar as comunidades de chatbots e inteligência artificial. Continue conosco e entenda como desenvolvemos o Bothub!

Chatbots poliglotas

Desenho de um robô cercado com balões de fala com bandeiras de diversos países

Para alcançar nosso objetivo, precisamos ampliar o número de idiomas suportados na plataforma. Um dos nossos maiores desafios é atingirmos a capacidade de treinar um novo idioma facilmente, tornando a tecnologia de linguagem natural acessível a todos. Afinal, nem todo mundo fala inglês.

Durante o processo de prototipação, havíamos treinado de forma rudimentar o português e tínhamos a certeza que, com um pouco mais de dedicação, o entendimento do idioma estaria perfeito. Porém, dias passaram, códigos foram escritos e o idioma não era bem compreendido em frases mais complexas.

A cada sprint (período de tempo estabelecido para desenvolver determinadas tarefas) sem atingir o objetivo, o ânimo da equipe diminuía.

Vendo que não estávamos progredindo, decidimos ativar nossa rede de contatos e ligamos para um amigo, que é pesquisador em português e professor da maior universidade do nosso estado. Ele nos ajudou muito e fez algumas sessões de mentoria. Depois de entender o problema, montamos uma estratégia e, para compensar o tempo perdido, fomos atrás de um novo membro para a equipe.

Graças ao financiamento da UNICEF, encontramos e pudemos de contratar o Jens, dinamarquês que passou por desafios semelhantes aos que estávamos encontrando.

Com todas as informações em mãos, equipe focada e contatos essenciais, até que enfim, conseguimos treinar a língua portuguesa e ela atingiu um alto nível de precisão.

Enquanto parte da equipe estava tentando resolver o impasse do idioma, outra estava desenvolvendo a UX (experiência do usuário) e a UI (interface do utilizador) do Bothub. A equipe de UX e UI manteve muito contato com usuários reais e, através disso, conseguimos melhorar bastante o produto.

Cada detalhe foi pensado e testado até que, por fim, chegamos à primeira versão do design do Bothub.

O tempo para colocar o produto em contato com o público foi se aproximando e precisávamos modelar uma arquitetura altamente escalável, com um custo acessível. Criamos um modelo de arquitetura usando microsserviços totalmente mensuráveis e facilmente gerenciáveis, por intermédio do Docker (um software que cria contêineres para instalar e escalar aplicações).

Cases reais

Com um português mais preciso, API’s (“ponte” que leva e traz informações, pedidos e respostas de um sistema para o outro), sistema de retaguarda e arquitetura funcional prontos, chegou a hora dos testes. Nosso objetivo era realizar ensaios reais. Então, escolhemos três casos:

Exemplo do Push chatbot do IMIP
Chatbot no site do IMIP

IMIP

O IMIP é um complexo hospitalar que oferece serviços públicos, ambulatoriais e hospitalares. Com diagnóstico, intervenção, centro de medicina, emergências e salas para diferentes terapias.

O obstáculo era aumentar as doações para o hospital e tornar o processo mais dinâmico e automatizado. Para isso, criamos um chatbot que começou a receber doações, realizando transações via cartão de crédito e transferência bancária.

Acer Computers

A Acer Computers é uma das maiores fabricantes de notebooks presentes no Brasil. Durante a black friday de 2017, criamos um chatbot que poderia sugerir o computador mais adequado de acordo com as preferências do consumidor. Os usuários poderiam afirmar: “Quero um notebook para jogar FIFA 2018”, e o sistema reconhecia sua intenção, separava as variáveis e sugeria o melhor computador.

O chatbot apresentou uma taxa de conversão 68% dos leads. Com o sucesso, fechamos um contrato para fixá-lo no site oficial da marca.

SESI Alagoas

O SESI é uma instituição do Sistema FIEA que há mais de 70 anos desenvolve, aprimora e oferece serviços nas áreas de Segurança e Saúde para a Indústria e Educação.

O objetivo da iniciativa era reduzir as solicitações para o call center; desafogá-lo.

Criamos um chatbot que pode responder as perguntas mais comuns e realizar o agendamento das consultas, integrado ao sistema interno do SESI Alagoas.

Próximos passos do Bothub

Ao final desses primeiros meses, saímos de um protótipo para um MVP (produto mínimo viável) funcional. Agora, o propósito é finalizar, corrigir os bugs e preparar a ferramenta para o lançamento e o desenvolvimento de vários cases de sucesso.

Estamos muito felizes com o progresso e ansiosos pelo que está por vir.

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A Ilhasoft é uma empresa brasileira especialista em aplicações móveis, com clientes ao redor do mundo.
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